Eleições 2026

A Direita já teve sua vez.

94 anos de governo da Direita entre os 137 anos de República

Noventa e quatro anos no comando, contra 20 da Esquerda. Já tiveram tempo de sobra para mostrar o que fazem com ele.
Não entregue o país de novo.

Faltam
03dias
19horas
01min
11seg

1º turno · 4 de outubro de 2026

94anos de Direita no poder
68%do tempo da República
24anos de Centro
20anos de Esquerda

A conta completa

A República Federativa tem 137 anos. Somando todos os mandatos: 94 anos de Direita, 24 anos de Centro e 20 anos de Esquerda.

A Direita troca de nome a cada década: primeiro eram as oligarquias do café, depois ARENA dos militares, então PFL, e PL, entre outros. Por trás desses partidos, é quase sempre a mesma gente: fazendeiros latifundiários, herdeiros de pratrimônios gigantes, militares de alta patente e grandes empresários. Muda a sigla, muda o nome, mas não muda não o interesse. E acredite: não é o seu interesse que esse pessoal têm em mente.

A Esquerda teve somente quatro mandatos diferentes em 137 anos, e dois desses mandatos foram cortados à força antes de finalizarem: João Goulart em 1964, e Dilma em 2016.

Todos os governos, de 1889 a 2026 passe o mouse ou toque para ver quem estava no poder
A República da Espada1889 - 1894
A República Oligárquica1894 - 1930
A Era Vargas1930 - 1945
A República de 19461945 - 1964
A Ditadura Militar1964 - 1985
A Nova República1985 - 2018
O Brasil polarizado2019 - hoje
  • 1889 - 1930 República Velha
  • 1930 - 1945 Era Vargas
  • 1945 - 1964 República de 1946
  • 1964 - 1985 Ditadura Militar
  • 1985 - 2026 Nova República

Cada faixa é um governo, com largura proporcional ao tempo no cargo. A azul, da Direita, domina o desenho. A faixa tem 42 governos, incluindo os que não tomaram posse e os interinos; a numeração das fichas segue a lista oficial de presidentes, que conta só quem tomou posse.

Capítulo 1

A República da Espada

1889 - 1894

os marechais e a República recém-nascida

Pintura da Proclamação da República no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, em 1889
A Proclamação da República, na tela de Benedito Calixto, de 1893.Benedito Calixto · Domínio público · Wikimedia Commons

Contexto histórico dessa época

De 1889 a 1894, militares mandaram na República recém-proclamada.

Proclamação Golpe de 15/11/1889 depôs o gabinete imperial e exilou D. Pedro II.

Constituição A Carta de 1891 criou a República federativa e separou Igreja e Estado.

Palavras do período
República da Espada
Fase em que os marechais Deodoro e Floriano mandaram na República.
Encilhamento
Crédito livre e papel-moeda de Ruy Barbosa, com inflação alta.
Deodoro da Fonseca
1º presidente

Deodoro da Fonseca

Primeiro presidente da República
DireitaExército
15/11/1889 a 23/11/1891

Tomou o poder no golpe de 15/11/1889, que depôs D. Pedro II. Fechou o Congresso em 1891 e renunciou sob pressão.

  • Proclamou a República e depôs o imperador
  • Separou Igreja e Estado
  • Fechou o Congresso e renunciou
Floriano Peixoto
2º presidente

Floriano Peixoto

DireitaExército
23/11/1891 a 15/11/1894

Assumiu como vice após a renúncia de Deodoro, sem nova eleição. Governou sob estado de sítio e venceu revoltas militares.

  • Assumiu sem eleição
  • Venceu a Revolta da Armada
  • Reprimiu a Revolução Federalista
Capítulo 2

A República Oligárquica

1894 - 1930

o café, o leite e o coronel

Pintura histórica da Guerra de Canudos, no interior da Bahia
A Guerra de Canudos, entre 1896 e 1897, destruiu o arraial de Antônio Conselheiro e deixou milhares de mortos.Domínio público · Wikimedia Commons

Contexto histórico dessa época

Depois dos militares, a República passou às elites civis do café e do gado.

Economia O café chegou a 75% da produção mundial no início do século XX.

Conflitos Canudos, Revolta da Vacina, Contestado, greve de 1917 e tenentismo.

Palavras do período
Coronelismo
O coronel controlava o voto e a política local por violência ou favores.
Política dos governadores
Pacto de Campos Sales: o presidente não mexia nos estados aliados.
Prudente de Morais
3º presidente

Prudente de Morais

Primeiro presidente eleito pelo voto direto
DireitaPRP
15/11/1894 a 15/11/1898

Venceu a primeira eleição direta, em 1894, e foi o primeiro civil no poder. Enfrentou a Guerra de Canudos e o funding loan de 1898.

  • Primeiro civil eleito
  • Enfrentou Canudos
  • Funding loan de 1898
Campos Sales
4º presidente

Campos Sales

DireitaPRP
15/11/1898 a 15/11/1902

Criou a política dos governadores e cortou gastos para segurar a inflação. Assinou o funding loan de 1898.

  • Criou a política dos governadores
  • Cortou gastos e combateu a inflação
  • Funding loan de 1898
Rodrigues Alves
5º presidente

Rodrigues Alves

DireitaPRP
15/11/1902 a 15/11/1906

Promoveu o bota-abaixo no Rio, tornou a vacina obrigatória e incorporou o Acre. Eleito de novo em 1918, morreu antes de assumir.

  • Bota-abaixo e Avenida Central
  • Vacinação obrigatória em 1904
  • Incorporou o Acre
Afonso Pena
6º presidente

Afonso Pena

DireitaPRM
15/11/1906 a 14/06/1909

Adotou o padrão-ouro, criou a Caixa de Conversão e ligou a Amazônia ao Rio por telégrafo. Morreu no cargo, em 1909.

  • Padrão-ouro em 1906
  • Primeira compra estatal de café
  • Telégrafo ligou a Amazônia ao Rio
Nilo Peçanha
7º presidente

Nilo Peçanha

Primeiro presidente negro do Brasil
DireitaPRF
14/06/1909 a 15/11/1910

Assumiu como vice com a morte de Afonso Pena. Criou o Serviço de Proteção ao Índio e as Escolas de Aprendizes Artífices.

  • Serviço de Proteção ao Índio
  • Escolas de Aprendizes Artífices
  • Primeiro presidente negro do Brasil
Hermes da Fonseca
8º presidente

Hermes da Fonseca

DireitaPRC
15/11/1910 a 15/11/1914

Venceu a eleição de 1910 contra Rui Barbosa. Enfrentou a Revolta da Chibata e interveio nos estados.

  • Revolta da Chibata
  • Política das Salvações
  • Segundo funding loan
Venceslau Brás
9º presidente

Venceslau Brás

DireitaPRM
15/11/1914 a 15/11/1918

Promulgou o Código Civil de 1916, declarou guerra à Alemanha e reprimiu a greve geral de 1917.

  • Código Civil de 1916
  • Guerra à Alemanha em 1917
  • Reprimiu a greve geral
Delfim Moreira
10º presidente

Delfim Moreira

DireitaPRM
15/11/1918 a 28/07/1919

Assumiu como vice de Rodrigues Alves, que adoeceu e morreu. Editou a primeira lei de acidentes de trabalho.

  • Assumiu sem ter sido eleito
  • Lei de acidentes de trabalho
  • Tratou greve como caso de polícia
Epitácio Pessoa
11º presidente

Epitácio Pessoa

DireitaPRM
28/07/1919 a 15/11/1922

Venceu a eleição de 1919 e criou a Universidade do Rio de Janeiro. Combateu a seca e reprimiu o anarquismo.

  • Mais de 200 açudes no Nordeste
  • Universidade do Rio de Janeiro
  • Lei contra o anarquismo
Artur Bernardes
12º presidente

Artur Bernardes

DireitaPRM
15/11/1922 a 15/11/1926

Governou quase todo o mandato sob estado de sítio. Criou o imposto de renda e a previdência.

  • Criou o imposto de renda
  • Lei Eloy Chaves, origem da previdência
  • Estado de sítio quase todo o mandato
Washington Luís
13º presidente

Washington Luís

Último presidente da República Velha
DireitaPRP
15/11/1926 a 24/10/1930

Construiu a primeira rodovia asfaltada e criou a Polícia Rodoviária. Não conteve a crise de 1929 e foi deposto em 1930.

  • Governar é abrir estradas
  • Primeira rodovia asfaltada
  • Deposto em 1930
Júlio Prestes
Presidente eleito, não tomou posse

Júlio Prestes

DireitaPRPNão tomou posse
Eleito para 15/11/1930 a 15/11/1934, não tomou posse

Venceu a eleição de 1930, contra Vargas e a Aliança Liberal. A Revolução de 1930 o impediu de tomar posse.

  • Eleito em 1930
  • Impedido de tomar posse
  • Criou a Diretoria de Estradas em SP
Capítulo 3

A Era Vargas

1930 - 1945

quinze anos de governo, leis trabalhistas e ditadura

Cartaz de propaganda do Estado Novo com a imagem de Getúlio Vargas
Cartaz de propaganda do Estado Novo, quando o DIP censurava jornais, rádio e cinema.Domínio público · Wikimedia Commons

Contexto histórico dessa época

Getúlio Vargas chefiou o Estado brasileiro de 03/11/1930 a 29/10/1945.

Revolução de 1930 Movimento armado que depôs Washington Luís e levou Vargas ao poder.

Voto feminino O Código Eleitoral de 1932 criou o voto secreto e o voto feminino.

Palavras do período
Estado Novo
Ditadura de Vargas a partir de 1937, com censura e repressão política.
trabalhismo
Ligou a classe trabalhadora ao Estado e criou o PTB em 1945.
Getúlio Vargas
14º presidente

Getúlio Vargas

Mais tempo no poder: 15 anos
CentroAliança Liberal
03/11/1930 a 29/10/1945

Chegou ao poder pela Revolução de 1930 e governou em três fases, até o Estado Novo. Criou as leis trabalhistas e a indústria de base; caiu num golpe militar em 1945.

  • Leis trabalhistas e a CLT de 1943
  • Estado forte na economia
  • Estado Novo: censura e DIP
José Linhares
15º presidente

José Linhares

DireitaSTF
29/10/1945 a 31/01/1946

Assumiu como presidente do STF, chamado pelas Forças Armadas após a queda de Vargas. Garantiu a eleição de 1945.

  • Eleição de 1945 garantida
  • Fundo Rodoviário Nacional
  • Mandato-tampão de três meses
Capítulo 4

A República de 1946

1945 - 1964

o voto, o petróleo e o desenvolvimento

Obras de construção de Brasília no fim dos anos 1950
A construção de Brasília, erguida em cerca de mil dias, foi o símbolo do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek.Arquivo Nacional · Domínio público · Wikimedia Commons

Contexto histórico dessa época

Também chamada Quarta República, vai da posse de Dutra, em 1946, ao golpe de 1964.

Partidos de 1945 O pluripartidarismo voltou em 1945, com o PSD, a UDN e o PTB.

Metas e Brasília O Plano de Metas tinha 31 metas; a última, Brasília, abriu em 1960.

Palavras do período
Trabalhismo
Ligou a classe trabalhadora ao Estado e criou o PTB em 1945.
Nacional-desenvolvimentismo
Crescimento da indústria com o Estado, no Estado Novo e no governo JK.
Eurico Gaspar Dutra
16º presidente

Eurico Gaspar Dutra

DireitaPSD
31/01/1946 a 31/01/1951

Venceu a eleição direta de 1945. Rompeu com a URSS, cassou o PCB e promulgou a Constituição de 1946.

  • Primeira eleição com voto feminino
  • Cassou o PCB em 1947
  • Constituição de 1946
Getúlio Vargas
17º presidente

Getúlio Vargas

CentroPTB
31/01/1951 a 24/08/1954

Voltou ao poder em 1950. Criou a Petrobras e o BNDES e dobrou o salário mínimo. Suicidou-se em 1954, sob pressão militar.

  • Criou a Petrobras em 1953
  • BNDES e Banco do Nordeste
  • Salário mínimo dobrado
Café Filho
18º presidente

Café Filho

DireitaPSP
24/08/1954 a 08/11/1955

Assumiu como vice após o suicídio de Vargas, sem ter sido eleito presidente. Governou sob influência da UDN e foi impedido pelo Congresso em 1955.

  • Assumiu como vice
  • Usina de Paulo Afonso
  • Impedido pelo Congresso em 1955
Carlos Luz
19º presidente

Carlos Luz

CentroPSD
08/11/1955 a 11/11/1955

Assumiu como presidente da Câmara e governou três dias. Foi deposto pelo Movimento de 11 de Novembro.

  • Governo de três dias
  • Recusou afastar o coronel Mamede
  • Deposto em novembro de 1955
Nereu Ramos
20º presidente

Nereu Ramos

CentroPSD
11/11/1955 a 31/01/1956

Assumiu como vice-presidente do Senado e governou sob estado de sítio para garantir a posse de JK.

  • Impedimento de Carlos Luz
  • Estado de sítio em 1955
  • Passou o cargo a JK
Juscelino Kubitschek
21º presidente

Juscelino Kubitschek

CentroPSD
31/01/1956 a 31/01/1961

Cumpriu o Plano de Metas, com o lema 50 anos em 5, e inaugurou Brasília em 1960. Teve os direitos cassados em 1964.

  • Plano de Metas: 50 anos em 5
  • Inaugurou Brasília em 1960
  • SUDENE e indústria automobilística
Jânio Quadros
22º presidente

Jânio Quadros

DireitaPTN
31/01/1961 a 25/08/1961

Venceu a eleição de 1960 e governou menos de sete meses, com discurso moralista. Renunciou em agosto de 1961.

  • Vassoura e combate à corrupção
  • Relações com URSS e China
  • Renúncia em agosto de 1961
Ranieri Mazzilli
23º presidente

Ranieri Mazzilli

CentroPSD
25/08/1961 a 07/09/1961

Assumiu como presidente da Câmara após a renúncia de Jânio. Enfrentou a junta militar que tentou vetar a posse de Goulart.

  • Assumiu após a renúncia de Jânio
  • Junta tentou vetar a posse
  • Passou o cargo a Goulart
João Goulart
24º presidente

João Goulart

Primeiro de Esquerda na presidência
EsquerdaPTB
07/09/1961 a 02/04/1964

Assumiu após a renúncia de Jânio, sob parlamentarismo. Defendeu as reformas de base e foi deposto pelo golpe de 1964.

  • Parlamentarismo até 1963
  • Reformas de base e Comício da Central
  • Deposto pelo golpe de 1964
Ranieri Mazzilli
25º presidente

Ranieri Mazzilli

CentroPSD
02/04/1964 a 15/04/1964

Assumiu como presidente da Câmara depois que o Congresso declarou vaga a Presidência de Goulart. Governou sob tutela da junta militar.

  • Assumiu após a vacância de 1964
  • Tutela da junta militar
  • Passou o cargo a Castelo Branco
Capítulo 5

A Ditadura Militar

1964 - 1985

21 anos de governos militares, da repressão à abertura

Manifestação da Passeata dos Cem Mil no Rio de Janeiro, em 1968
A Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968, foi o maior protesto contra a ditadura antes do AI-5.Desconhecido · Domínio público · Wikimedia Commons

Contexto histórico dessa época

Durou de 01/04/1964 a 15/03/1985: 21 anos de exceção.

O golpe de 1964 O movimento militar depôs João Goulart em 31/03 e 01/04/1964, com apoio civil.

O AI-5 O AI-5, de 13/12/1968, fechou o Congresso e suspendeu o habeas corpus.

Palavras do período
Ato institucional
Decreto militar que mudava a Constituição sem o Congresso, com 17 atos.
Anos de chumbo
Fase mais repressiva, de 1968 a 1975: prisões, torturas e desaparecimentos.
Humberto de Alencar Castelo Branco
26º presidente

Humberto de Alencar Castelo Branco

DireitaMilitar
15/04/1964 a 15/03/1967

Chegou ao poder pelo golpe de 1964 e foi eleito indiretamente pelo Congresso. Abriu o ciclo militar com o AI-1 e o AI-2.

  • AI-1: cassações e suspensão de direitos
  • AI-2 cria o bipartidarismo
  • 3.535 atos punitivos
Artur da Costa e Silva
27º presidente

Artur da Costa e Silva

DireitaARENA
1967 a 1969, afastado por doença

Prometeu humanizar o regime, mas fechou o Congresso e baixou o AI-5 em 1968. Saiu após um AVC em 1969.

  • AI-5 fecha o Congresso
  • 105 congressistas cassados
  • Começo do milagre econômico
Junta Militar de 1969
Junta militar

Junta Militar de 1969

DireitaJunta Militar
31/08/1969 a 30/10/1969

Os ministros militares declararam Costa e Silva impedido e barraram o vice civil Pedro Aleixo. Governaram 60 dias.

  • AI-13: banimento de brasileiros
  • AI-14: pena de morte
  • AI-16 e a Constituição de 1969
Emílio Garrastazu Médici
28º presidente

Emílio Garrastazu Médici

DireitaARENA
30/10/1969 a 15/03/1974

Eleito indiretamente em chapa única, combinou o auge do milagre econômico com o pico da repressão.

  • PIB cresce cerca de 11% ao ano
  • DOI-CODI e Guerrilha do Araguaia
  • 60 mortos e 50 desaparecidos
Ernesto Geisel
29º presidente

Ernesto Geisel

DireitaARENA
15/03/1974 a 15/03/1979

Começou a abertura lenta, gradual e segura e enfrentou a crise do petróleo. O AI-5 acabou em 1978.

  • Abertura lenta, gradual e segura
  • Pacote de Abril e senador biônico
  • Herzog e Fiel Filho mortos na tortura
João Baptista de Oliveira Figueiredo
30º presidente

João Baptista de Oliveira Figueiredo

DireitaARENA
15/03/1979 a 15/03/1985

Manteve a abertura, aprovou a Lei da Anistia e acabou com o bipartidarismo. As Diretas Já foram rejeitadas em 1984.

  • Anistia também perdoa torturadores
  • Fim do bipartidarismo
  • Atentado do Riocentro em 1981
Capítulo 6

A Nova República

1985 - 2018

a redemocratização, a inflação e a estabilidade

Comício das Diretas Já em São Paulo, em 1984
Comício das Diretas Já em 1984, ano em que a emenda da eleição direta foi rejeitada e o voto direto só voltaria em 1989.Senado Federal · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

Contexto histórico dessa época

Começa em 1985, com o fim do regime militar, e vai até 2018.

Constituição de 1988 A Constituinte abriu em 01/02/1987 e a Constituição Cidadã foi promulgada em 05/10/1988.

Plano Real Em 1994 vieram a URV e o real; a inflação caiu de 4.922% para 22%.

Palavras do período
Presidencialismo de coalizão
Presidente governa com grandes coalizões e troca cargos por apoio.
Mensalão
Escândalo de 2005: pagamentos mensais a parlamentares operados pelo tesoureiro do PT.
Tancredo Neves
Presidente eleito, não tomou posse

Tancredo Neves

CentroPMDBNão tomou posse
Eleito em 15/01/1985, morreu em 21/04/1985 sem tomar posse

Eleito indiretamente em 1985, morreu antes de tomar posse. O nome Nova República veio da sua campanha.

  • Eleição indireta em 1985
  • Transição sem revanche contra os militares
  • Lema Muda Brasil
José Sarney
31º presidente

José Sarney

DireitaPMDB
15/03/1985 a 15/03/1990

Assumiu como vice com a morte de Tancredo. Lançou o Plano Cruzado e promulgou a Constituição de 1988.

  • Plano Cruzado e congelamento de preços
  • Constituição de 1988
  • Moratória da dívida em 1987
Fernando Collor de Mello
32º presidente

Fernando Collor de Mello

Primeiro eleito por voto direto após a ditadura
DireitaPRN
15/03/1990 a 29/12/1992

Venceu a primeira eleição direta após a ditadura, em 1989. Confiscou a poupança e teve o mandato cassado em 1992.

  • Confisco da poupança
  • Abertura comercial e privatizações
  • Impeachment em 1992
Itamar Franco
33º presidente

Itamar Franco

DireitaPMDB
02/10/1992 (interino) a 01/01/1995

Assumiu como vice com a renúncia de Collor. O Plano Real, com a URV, derrubou a hiperinflação.

  • Plano Real e a URV
  • Plebiscito de 1993
  • Fim da hiperinflação
Fernando Henrique Cardoso
34º presidente

Fernando Henrique Cardoso

DireitaPSDB
01/01/1995 a 01/01/2003

Consolidou o Plano Real, privatizou estatais e aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Fez dois mandatos.

  • Plano Real e metas de inflação
  • Privatizações e agências reguladoras
  • Lei de Responsabilidade Fiscal
Luiz Inácio Lula da Silva
35º presidente

Luiz Inácio Lula da Silva

Primeiro presidente de Esquerda eleito
EsquerdaPT
01/01/2003 a 01/01/2011

Criou o Bolsa Família e o ProUni, e a pobreza caiu. Foi preso entre 2018 e 2019 e voltou a vencer em 2022.

  • Bolsa Família e Fome Zero
  • ProUni e queda da pobreza
  • Protagonismo no BRICS
Dilma Rousseff
36º presidente

Dilma Rousseff

Primeira mulher eleita presidente
EsquerdaPT
01/01/2011 a 31/08/2016

Primeira mulher eleita presidente, em 2010, e reeleita em 2014. O Senado a afastou em agosto de 2016.

  • Primeira mulher presidente
  • Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos
  • Impeachment em 2016
Michel Temer
37º presidente

Michel Temer

DireitaPMDB/MDB
12/05/2016 (interino) a 01/01/2019

Assumiu com o impeachment de Dilma, sem nunca ter sido eleito presidente. Promulgou o teto de gastos e a reforma trabalhista.

  • Teto de gastos
  • Reforma trabalhista em 2017
  • Reforma do ensino médio
Capítulo 7

O Brasil polarizado

2019 - hoje

a disputa entre bolsonarismo e petismo

Manifestantes invadindo o Palácio do Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023, em Brasília
A invasão do Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023, quando o governo decretou intervenção federal no Distrito Federal.Camera de seguranca do Congresso Nacional · Domínio público · Wikimedia Commons

Contexto histórico dessa época

Desde 2019 a política se divide entre bolsonarismo e petismo.

Eleição de 2022 Em 30/10/2022, Lula venceu o segundo turno por 50,90% a 49,10%.

8 de janeiro Apoiadores de Bolsonaro invadiram os Três Poderes uma semana após a posse de Lula.

Palavras do período
Inelegibilidade
Perda do direito de disputar eleições; o TSE barrou Bolsonaro até 2030.
Anistia
Projeto que reduz penas dos condenados pelos atos golpistas, aprovado em 2025.
Jair BolsonaroInelegível
38º presidente

Jair Bolsonaro

Único presidente condenado por tentativa de golpe
DireitaPSL/PL
01/01/2019 a 31/12/2022

Venceu a eleição de 2018. Perdeu a reeleição em 2022, ficou inelegível até 2030 e foi condenado pelo STF por tentativa de golpe.

  • Reforma da Previdência em 2019
  • Auxílio Emergencial na pandemia
  • Inelegível até 2030
Luiz Inácio Lula da Silva
39º presidente

Luiz Inácio Lula da Silva

EsquerdaPT
01/01/2023 a 31/12/2026 (mandato em curso)

Voltou ao poder em 2022, na eleição mais apertada da história. Reformulou o Bolsa Família e aprovou a reforma tributária.

  • Reforma do Bolsa Família
  • Marco fiscal e reforma tributária
  • G20 em 2024 e COP30

NÃO SE ESQUEÇA

Olhe o que a Direita fez quando teve o poder, desde a República até hoje.

  1. 1964Golpe militar depõe João Goulart. Vêm 21 anos de ditadura.
  2. 1968AI-5 fecha o Congresso e abre a temporada de tortura e censura.
  3. 1979A Lei da Anistia perdoa quem torturou durante a Ditadura Militar.
  4. 2016Golpe tira a Dilma do poder. Temer assume logo em seguida.
  5. 2017Reforma trabalhista e teto de gastos, para cortar nossos direitos e o nosso futuro.
  6. 2020Bolsonaro tratou ciência como palco político durante a pandemia. Mais de 700 mil mortos no Brasil.
  7. 2023Apoiadores de Bolsonaro invadem os Três Poderes em 8 de janeiro. Mais uma tentativa de golpe.
  8. 2025Projeto de anistia tenta reduzir a pena dos golpistas, assim como na Ditadura Militar.
Manifestantes invadindo o Palácio do Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023, em Brasília
A invasão do Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023.Camera de seguranca do Congresso Nacional · Domínio público
Sepultadores com equipamento de proteção enterram uma vítima da covid-19 em São Paulo, em abril de 2020
Sepultamento de uma vítima da covid-19 em São Paulo, em abril de 2020. O Brasil passou de 700 mil mortos na pandemia.Gustavo Basso · CC BY-SA 4.0

Eles vão dizer que desta vez é diferente.
A história diz outra coisa.

A Esquerda na urna

Em 137 anos, a maioria das vezes a Esquerda nem era uma opção


Antes de 1945 não havia candidato de Esquerda. Entre 1945 a 1964 haviam candidatos de Esquerda, mas esses nunca ganharam nada. Depois de 1989, a Esquerda virou um partido competitivo. Mas, ainda assim, a Esquerda só venceu quando chegou na era de Lula.

Quando a Esquerda podia ser votada?
1894 - 1930Nenhuma opção de Esquerda

As eleições eram entre facções da própria Direita do café e do gado. A Esquerda não lançava candidato.

1930 - 1945Sem voto direto

Vargas governou por decreto e, depois, por ditadura. Não houve eleição direta para presidente.

1945 - 1964Existia, mas nunca ganhou

O PCB foi cassado em 1947. Em 1960, a Esquerda trabalhista chegou a 32,9% e perdeu.

1964 - 1985Sem voto direto

A ditadura militar escolhia o presidente num colégio eleitoral. O povo não votava.

1989 - hojeVirou competitiva

Desde a redemocratização, a Esquerda disputou todos os segundos turnos. E venceu 5 vezes.

Sem Lula, a Esquerda não teria nem chegado ao Planalto.

Mesmo assim...

A Direita ainda manda no Congresso.

A Direita brasileira não domina somente o cargo de Presidência. Quase metade da Câmara e a maior bancada do Senado ainda votam e elegem candidatos de Direita. Veja a divisão das cadeiras.

Composição por grupo político

Camara

  • Esquerda124 · 24%
  • Centro144 · 28%
  • Direita245 · 48%

Senado

  • Esquerda18 · 23%
  • Centro31 · 39%
  • Direita31 · 39%

Câmara dos Deputados, 513 cadeiras

PL
98
PT
65
UNIÃO
52
PSD
48
PP
46
Republicanos
42
MDB
38
PODE
27
PSDB
17
PSB
17
PSOL
13
PCdoB
11
PDT
9
PV
6
NOVO
5
Avante
5
Solidariedade
4
REDE
3
PRD
3
Cidadania
2
DC
1
Missão
1

Câmara dos Deputados, 513 cadeiras. API de Dados Abertos da Câmara, 30 de setembro de 2026.

Senado Federal, 81 cadeiras

PL
15
PSD
14
MDB
9
PT
9
PSB
7
PP
7
Republicanos
6
PSDB
4
UNIÃO
3
PODE
3
PDT
2
Avante
1

Senado Federal, 81 cadeiras, das quais 80 em partidos. API do Senado, 30 de setembro de 2026.

As cores agrupam as legendas por família aproximada e não são as cores oficiais dos partidos.

Não é só o Planalto

Insatisfeito com uma decisão ou com uma lei? Adivinha quem pode mudar isso e não muda.

Muita coisa que trava a sua vida não depende do presidente: depende do Congresso. O teto de gastos, a reforma trabalhista, o corte na saúde e na educação, a anistia dos golpistas. Tudo isso passou pelo Legislativo. E quem manda nele é a mesma Direita de sempre, com quase metade da Câmara e a maior bancada do Senado.

Infeliz com uma decisão ou com uma omissão do governo?

Olhe quem votou por ela e quem podia ter mudado. Voto para deputado e senador não é voto de segunda: é o que decide o seu salário, o seu SUS, a sua escola e a sua aposentadoria. 4 de outubro é a chance de mexer nisso também.


1º turno · 4 de outubro de 2026

Vote com a memória.

O Brasil já deu 94 anos para a Direita.
Neste domingo, a decisão está de novo em suas mãos.
Não vote só com a promessa: não esqueça da sua história e vote com a memória.

É por isso que a eleição de 2026 é sobre não repetir.

Não devemos confiar de novo numa Direita que não respeita a democracia.