
Tomou o poder no golpe de 15/11/1889, que depôs D. Pedro II. Fechou o Congresso em 1891 e renunciou sob pressão.
- Proclamou a República e depôs o imperador
- Separou Igreja e Estado
- Fechou o Congresso e renunciou
Eleições 2026
Noventa e quatro anos no comando, contra 20 da Esquerda. Já tiveram tempo de sobra para mostrar o que fazem com ele.
Não entregue o país de novo.
1º turno · 4 de outubro de 2026
A República Federativa tem 137 anos. Somando todos os mandatos: 94 anos de Direita, 24 anos de Centro e 20 anos de Esquerda.
A Direita troca de nome a cada década: primeiro eram as oligarquias do café, depois ARENA dos militares, então PFL, e PL, entre outros. Por trás desses partidos, é quase sempre a mesma gente: fazendeiros latifundiários, herdeiros de pratrimônios gigantes, militares de alta patente e grandes empresários. Muda a sigla, muda o nome, mas não muda não o interesse. E acredite: não é o seu interesse que esse pessoal têm em mente.
A Esquerda teve somente quatro mandatos diferentes em 137 anos, e dois desses mandatos foram cortados à força antes de finalizarem: João Goulart em 1964, e Dilma em 2016.
Cada faixa é um governo, com largura proporcional ao tempo no cargo. A azul, da Direita, domina o desenho. A faixa tem 42 governos, incluindo os que não tomaram posse e os interinos; a numeração das fichas segue a lista oficial de presidentes, que conta só quem tomou posse.
os marechais e a República recém-nascida

De 1889 a 1894, militares mandaram na República recém-proclamada.
Proclamação Golpe de 15/11/1889 depôs o gabinete imperial e exilou D. Pedro II.
Constituição A Carta de 1891 criou a República federativa e separou Igreja e Estado.

Tomou o poder no golpe de 15/11/1889, que depôs D. Pedro II. Fechou o Congresso em 1891 e renunciou sob pressão.

Assumiu como vice após a renúncia de Deodoro, sem nova eleição. Governou sob estado de sítio e venceu revoltas militares.
o café, o leite e o coronel

Depois dos militares, a República passou às elites civis do café e do gado.
Economia O café chegou a 75% da produção mundial no início do século XX.
Conflitos Canudos, Revolta da Vacina, Contestado, greve de 1917 e tenentismo.

Venceu a primeira eleição direta, em 1894, e foi o primeiro civil no poder. Enfrentou a Guerra de Canudos e o funding loan de 1898.

Criou a política dos governadores e cortou gastos para segurar a inflação. Assinou o funding loan de 1898.

Promoveu o bota-abaixo no Rio, tornou a vacina obrigatória e incorporou o Acre. Eleito de novo em 1918, morreu antes de assumir.

Adotou o padrão-ouro, criou a Caixa de Conversão e ligou a Amazônia ao Rio por telégrafo. Morreu no cargo, em 1909.

Assumiu como vice com a morte de Afonso Pena. Criou o Serviço de Proteção ao Índio e as Escolas de Aprendizes Artífices.

Venceu a eleição de 1910 contra Rui Barbosa. Enfrentou a Revolta da Chibata e interveio nos estados.

Promulgou o Código Civil de 1916, declarou guerra à Alemanha e reprimiu a greve geral de 1917.

Assumiu como vice de Rodrigues Alves, que adoeceu e morreu. Editou a primeira lei de acidentes de trabalho.

Venceu a eleição de 1919 e criou a Universidade do Rio de Janeiro. Combateu a seca e reprimiu o anarquismo.

Governou quase todo o mandato sob estado de sítio. Criou o imposto de renda e a previdência.

Construiu a primeira rodovia asfaltada e criou a Polícia Rodoviária. Não conteve a crise de 1929 e foi deposto em 1930.

Venceu a eleição de 1930, contra Vargas e a Aliança Liberal. A Revolução de 1930 o impediu de tomar posse.
quinze anos de governo, leis trabalhistas e ditadura

Getúlio Vargas chefiou o Estado brasileiro de 03/11/1930 a 29/10/1945.
Revolução de 1930 Movimento armado que depôs Washington Luís e levou Vargas ao poder.
Voto feminino O Código Eleitoral de 1932 criou o voto secreto e o voto feminino.

Chegou ao poder pela Revolução de 1930 e governou em três fases, até o Estado Novo. Criou as leis trabalhistas e a indústria de base; caiu num golpe militar em 1945.

Assumiu como presidente do STF, chamado pelas Forças Armadas após a queda de Vargas. Garantiu a eleição de 1945.
o voto, o petróleo e o desenvolvimento

Também chamada Quarta República, vai da posse de Dutra, em 1946, ao golpe de 1964.
Partidos de 1945 O pluripartidarismo voltou em 1945, com o PSD, a UDN e o PTB.
Metas e Brasília O Plano de Metas tinha 31 metas; a última, Brasília, abriu em 1960.

Venceu a eleição direta de 1945. Rompeu com a URSS, cassou o PCB e promulgou a Constituição de 1946.

Voltou ao poder em 1950. Criou a Petrobras e o BNDES e dobrou o salário mínimo. Suicidou-se em 1954, sob pressão militar.

Assumiu como vice após o suicídio de Vargas, sem ter sido eleito presidente. Governou sob influência da UDN e foi impedido pelo Congresso em 1955.

Assumiu como presidente da Câmara e governou três dias. Foi deposto pelo Movimento de 11 de Novembro.

Assumiu como vice-presidente do Senado e governou sob estado de sítio para garantir a posse de JK.

Cumpriu o Plano de Metas, com o lema 50 anos em 5, e inaugurou Brasília em 1960. Teve os direitos cassados em 1964.

Venceu a eleição de 1960 e governou menos de sete meses, com discurso moralista. Renunciou em agosto de 1961.

Assumiu como presidente da Câmara após a renúncia de Jânio. Enfrentou a junta militar que tentou vetar a posse de Goulart.

Assumiu após a renúncia de Jânio, sob parlamentarismo. Defendeu as reformas de base e foi deposto pelo golpe de 1964.

Assumiu como presidente da Câmara depois que o Congresso declarou vaga a Presidência de Goulart. Governou sob tutela da junta militar.
21 anos de governos militares, da repressão à abertura

Durou de 01/04/1964 a 15/03/1985: 21 anos de exceção.
O golpe de 1964 O movimento militar depôs João Goulart em 31/03 e 01/04/1964, com apoio civil.
O AI-5 O AI-5, de 13/12/1968, fechou o Congresso e suspendeu o habeas corpus.

Chegou ao poder pelo golpe de 1964 e foi eleito indiretamente pelo Congresso. Abriu o ciclo militar com o AI-1 e o AI-2.

Prometeu humanizar o regime, mas fechou o Congresso e baixou o AI-5 em 1968. Saiu após um AVC em 1969.

Os ministros militares declararam Costa e Silva impedido e barraram o vice civil Pedro Aleixo. Governaram 60 dias.

Eleito indiretamente em chapa única, combinou o auge do milagre econômico com o pico da repressão.

Começou a abertura lenta, gradual e segura e enfrentou a crise do petróleo. O AI-5 acabou em 1978.

Manteve a abertura, aprovou a Lei da Anistia e acabou com o bipartidarismo. As Diretas Já foram rejeitadas em 1984.
a redemocratização, a inflação e a estabilidade

Começa em 1985, com o fim do regime militar, e vai até 2018.
Constituição de 1988 A Constituinte abriu em 01/02/1987 e a Constituição Cidadã foi promulgada em 05/10/1988.
Plano Real Em 1994 vieram a URV e o real; a inflação caiu de 4.922% para 22%.

Eleito indiretamente em 1985, morreu antes de tomar posse. O nome Nova República veio da sua campanha.

Assumiu como vice com a morte de Tancredo. Lançou o Plano Cruzado e promulgou a Constituição de 1988.

Venceu a primeira eleição direta após a ditadura, em 1989. Confiscou a poupança e teve o mandato cassado em 1992.

Assumiu como vice com a renúncia de Collor. O Plano Real, com a URV, derrubou a hiperinflação.

Consolidou o Plano Real, privatizou estatais e aprovou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Fez dois mandatos.

Criou o Bolsa Família e o ProUni, e a pobreza caiu. Foi preso entre 2018 e 2019 e voltou a vencer em 2022.

Primeira mulher eleita presidente, em 2010, e reeleita em 2014. O Senado a afastou em agosto de 2016.

Assumiu com o impeachment de Dilma, sem nunca ter sido eleito presidente. Promulgou o teto de gastos e a reforma trabalhista.
a disputa entre bolsonarismo e petismo

Desde 2019 a política se divide entre bolsonarismo e petismo.
Eleição de 2022 Em 30/10/2022, Lula venceu o segundo turno por 50,90% a 49,10%.
8 de janeiro Apoiadores de Bolsonaro invadiram os Três Poderes uma semana após a posse de Lula.
InelegívelVenceu a eleição de 2018. Perdeu a reeleição em 2022, ficou inelegível até 2030 e foi condenado pelo STF por tentativa de golpe.

Voltou ao poder em 2022, na eleição mais apertada da história. Reformulou o Bolsa Família e aprovou a reforma tributária.
NÃO SE ESQUEÇA
Eles vão dizer que desta vez é diferente.
A história diz outra coisa.
A Esquerda na urna
Antes de 1945 não havia candidato de Esquerda. Entre 1945 a 1964 haviam candidatos de Esquerda, mas esses nunca ganharam nada. Depois de 1989, a Esquerda virou um partido competitivo. Mas, ainda assim, a Esquerda só venceu quando chegou na era de Lula.
As eleições eram entre facções da própria Direita do café e do gado. A Esquerda não lançava candidato.
Vargas governou por decreto e, depois, por ditadura. Não houve eleição direta para presidente.
O PCB foi cassado em 1947. Em 1960, a Esquerda trabalhista chegou a 32,9% e perdeu.
A ditadura militar escolhia o presidente num colégio eleitoral. O povo não votava.
Desde a redemocratização, a Esquerda disputou todos os segundos turnos. E venceu 5 vezes.
Sem Lula, a Esquerda não teria nem chegado ao Planalto.
Mesmo assim...
A Direita brasileira não domina somente o cargo de Presidência. Quase metade da Câmara e a maior bancada do Senado ainda votam e elegem candidatos de Direita. Veja a divisão das cadeiras.
Câmara dos Deputados, 513 cadeiras. API de Dados Abertos da Câmara, 30 de setembro de 2026.
Senado Federal, 81 cadeiras, das quais 80 em partidos. API do Senado, 30 de setembro de 2026.
As cores agrupam as legendas por família aproximada e não são as cores oficiais dos partidos.
Não é só o Planalto
Muita coisa que trava a sua vida não depende do presidente: depende do Congresso. O teto de gastos, a reforma trabalhista, o corte na saúde e na educação, a anistia dos golpistas. Tudo isso passou pelo Legislativo. E quem manda nele é a mesma Direita de sempre, com quase metade da Câmara e a maior bancada do Senado.
Olhe quem votou por ela e quem podia ter mudado. Voto para deputado e senador não é voto de segunda: é o que decide o seu salário, o seu SUS, a sua escola e a sua aposentadoria. 4 de outubro é a chance de mexer nisso também.
1º turno · 4 de outubro de 2026
O Brasil já deu 94 anos para a Direita.
Neste domingo, a decisão está de novo em suas mãos.
Não vote só com a promessa: não esqueça da sua história e vote com a memória.
É por isso que a eleição de 2026 é sobre não repetir.
Não devemos confiar de novo numa Direita que não respeita a democracia.